Boni anuncia novo reality de Boninho na Record, tipo Big Brother

Boni anuncia novo reality de Boninho na Record, tipo Big Brother
Luana Bassaneze 8 outubro 2025 9 Comentários

Quando José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, conhecido como Boni postou um vídeo no Instagram na segunda‑feira (6 de outubro de 2025), ele não só promoveu a estreia do The Voice BrasilSão Paulo no SBT, como também soltou a bomba: seu filho, José Oliveira, mais conhecido como Boninho, está preparando um novo reality show "tipo Big Brother" para a Record TV.

Contexto da carreira de Boninho

Boninho, que chegou à Globo em 2011 e acabou comandando o núcleo de reality shows da emissora, foi o grande responsável pelo sucesso estrondoso do Big Brother Brasil entre 2016 e 2024. Em 2024 ele decidiu deixar a Globo, dando lugar ao então diretor Rodrigo Dourado. A saída gerou especulação: para onde iria a mente criativa que transformou o confinamento em febre nacional?

Logo depois, Boninho assinou contrato como showrunner com a Disney, visando produção de reality shows tanto para TV aberta quanto para plataformas de streaming. O primeiro fruto dessa parceria foi o The Voice Brasil no SBT, estreado às 22h30 da mesma noite do anúncio de Boni.

Detalhes do novo reality da Record

Segundo o próprio Boninho, que falou em entrevista coletiva a jornalistas de entretenimento, o programa está em fase avançada de desenvolvimento. "Já estou conversando sobre como vamos fazer um reality de confinamento, mas vai ser bem diferente do que a gente conhece", afirmou ele, sem revelar ainda o nome oficial.

O formato, segundo fontes próximas ao projeto, seguirá a lógica de Big Brother Brasil: um grupo de participantes trancado em uma casa, câmeras 24 h, provas de resistência e votação popular. No entanto, há três inovações que prometem mudar o jogo:

  • Interatividade em tempo real: o público poderá influenciar provas ao vivo via aplicativo da Record.
  • Participantes com perfis de rede pré‑definidos, criados por uma inteligência artificial da Disney.
  • Uma “casa móvel”, que sai da Record Studios em São Paulo para diferentes cidades brasileiras a cada 30 dias.

A estreia está projetada para 2026, com negociação de horário ainda em aberto. A expectativa é que o reality ocupe o fim de semana nas 21h, concorrendo diretamente com a estrelinha da Globo, o BBB da próxima temporada.

Reações e expectativas do mercado

Reações e expectativas do mercado

Analistas de mídia apontam que a entrada de Boninho na Record pode sacudir o atual equilíbrio de poder na TV aberta. "A Globo tem dominado o segmento de reality há mais de duas décadas; a Record, ao trazer Boninho, está jogando pesado", comenta Mariana Lopes, analista da consultoria Mediapro.

Por outro lado, o ex‑diretor de conteúdo do SBT, André Silva, ressaltou que a parceria com a Disney pode abrir portas para exportação do formato para outros países da América Latina.

Um ponto curioso que Boni trouxe à tona no vídeo foi a comparação da "buzina" de Abelardo Barbosa, o eterno Chacrinha, com a virada das cadeiras dos técnicos no The Voice Brasil. A alusão, embora bem humorada, sinaliza que o público ainda sente a nostalgia dos clássicos da TV brasileira, e que o novo reality pode apostar em referências históricas para cativar diferentes gerações.

Impacto cultural e econômico

Além de gerar receita publicitária — estimativas apontam que um reality de alta audiência pode faturar até R$ 12 milhões por trimestre — o programa tem potencial de influenciar moda, música e comportamento nas redes. A Record já está negociando contratos de licenciamento de produtos, desde roupas com a marca da casa até trilhas sonoras exclusivas, produzidas em parceria com gravadoras brasileiras.

Do ponto de vista regulatório, o Conselho Nacional de Justiça tem acompanhado de perto as discussões sobre privacidade de dados dos participantes, principalmente pelos elementos de IA mencionados. Ainda não há decisões, mas a expectativa é de que a Record apresente um termo de consentimento robusto antes da estreia.

Próximos passos e cronograma

Próximos passos e cronograma

Até o final de 2025, a produção deve concluir o casting e definir a localização da primeira temporada da casa móvel. Em 2026, a Record pretende lançar um teaser oficial durante o intervalo do BBB, aproveitando a alta de audiência. Se tudo correr como planejado, o programa estará no ar ainda no primeiro semestre de 2026, concorrendo por prêmios de audiência e, possivelmente, por indicações ao Emmy Internacional.

Enquanto isso, Boni segue promovendo o The Voice Brasil e reforçando que o novo reality será "uma experiência que o público nunca viu antes".

Perguntas Frequentes

Quando o reality de Boninho pode estrear na Record?

As negociações apontam para uma estreia em 2026, possivelmente no primeiro semestre, mas o horário definitivo ainda está sendo definido pela emissora.

Qual a relação entre Boninho e a Disney?

Boninho assinou contrato como showrunner com a Disney para desenvolver realities tanto para TV aberta quanto para plataformas de streaming, começando com o The Voice Brasil no SBT.

O que diferencia esse novo programa do Big Brother tradicional?

A proposta inclui interatividade em tempo real via app, perfis de participantes criados por IA e uma casa que se desloca entre diferentes cidades brasileiras a cada mês.

Como a saída de Boninho da Globo impactou a emissora?

A Globo substituiu Boninho por Rodrigo Dourado, que agora lidera o núcleo de reality. A mudança trouxe novas dinâmicas de produção, mas a emissora mantém a liderança no segmento.

Qual o papel de Boni nesse anúncio?

Boni usou seu Instagram para divulgar o projeto, reforçando a parceria entre seu filho e a Record, enquanto promovia o The Voice Brasil no SBT.

9 Comentários

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    Lucas Santos

    outubro 8, 2025 AT 02:09

    Prezados leitores, o anúncio de Boninho para a Record evidencia uma estratégia claramente orientada ao domínio da audiência nacional, sobretudo no horário nobre. A decisão de migrar o formato tradicional de confinamento para um modelo que incorpora IA e interatividade em tempo real demonstra uma visão de mercado que não pode ser subestimada. Contudo, tal inovação traz consigo riscos regulatórios consideráveis, sobretudo no que tange à privacidade dos participantes. Recomendo que os analistas de mídia acompanhem de perto as próximas movimentações desta empreitada, pois os impactos podem reverberar por todo o setor televisivo. :)

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    Larissa Roviezzo

    outubro 18, 2025 AT 12:09

    Ah mas quem acredita que isso vai mudar o jogo ? Só mais um reality com a mesma fórmula, só que agora com “IA” e “casa móvel”. O público já cansou de tanto drama e vai ficar só de olho nas provocações de Boninho. Porque será que todo mundo finge que isso é novidade? É só marketing barato

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    Luciano Hejlesen

    outubro 28, 2025 AT 21:09

    É imprescindível analisar a proposta sob uma ótica sistêmica. A introdução de perfis gerados por inteligência artificial não é meramente um capricho técnico; trata‑se de uma tentativa de manipular a narrativa do reality através de algoritmos predefinidos. Além disso, a “casa móvel” pode gerar logísticas complexas que, se mal executadas, comprometerão a integridade da produção. 🤔📊 No entanto, o ponto crítico reside na interatividade em tempo real: ao conceder ao público o poder de influenciar provas, cria‑se um novo patamar de engajamento, potencializando receitas publicitárias. Ainda assim, há a necessidade de safeguards robustos para evitar fraudes e manipulação de resultados. 😐

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    Marty Sauro

    novembro 8, 2025 AT 07:09

    Ah, claro, porque quem nunca quis ser DJ de uma prova de resistência enquanto come pipoca, né? Só falta a gente poder escolher quem vai ser eliminado via emoji. Mas olha, se a Record conseguir fazer isso sem travar o sinal, parabéns, vocês realmente inventaram algo que ninguém pediu.

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    Aline de Vries

    novembro 18, 2025 AT 17:09

    Gente, pensa aqui: se a gente conseguir transformar esse reality numa experiência real de aprendizagem, pode ser muito mais que entretenimento. Tipo, cada prova pode ensinar algo pra vida, tipo resiliência, trabalho em equipe, essas coisas que a gente costuma ver só em filme. Não sei, tô sentindo que tem potencial pra mudar a galera, se a produção quiser mesmo.

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    edson rufino de souza

    novembro 29, 2025 AT 03:09

    Não se engane! Esse “potencial” que você vê é apenas mais um disfarce para a coleta massiva de dados pessoais. A IA que cria perfis vai mapear cada pensamento, cada reação emocional, e a “casa móvel” é só uma fachada para distribuir microcâmeras em cidades diferentes, facilitando vigilância estatal. Aconselho a todos ficarem alerta: estamos sendo transformados em cobaias de um experimento social patrocinado por corporações gigantes. Isso não é coincidência, é plano deliberado.

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    Túlio de Melo

    dezembro 9, 2025 AT 13:09

    Ao observar o panorama atual da televisão aberta, percebe‑se que a inserção de tecnologia avançada pode redefinir o relacionamento entre emissora e audiência. A ideia de uma casa que se desloca geograficamente abre possibilidades de interação cultural local, trazendo representantes regionais para o centro da narrativa nacional. Contudo, é imprescindível que o projeto mantenha transparência nos processos de seleção e nas políticas de uso dos dados, a fim de preservar a confiança do público.

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    Verônica Barbosa

    dezembro 19, 2025 AT 23:09

    A Record tem coragem de ousar, enquanto a Globo só repete o mesmo.

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    Jeff Thiago

    dezembro 30, 2025 AT 09:09

    O anúncio do novo reality de Boninho para a Record representa, sem dúvida, um marco significativo na evolução dos formatos televisivos no Brasil. Em primeiro lugar, a implementação de perfis de participantes gerados por inteligência artificial evidencia uma tendência de personalização que tem sido observada nas mídias digitais ao longo da última década. Em segundo lugar, a proposta de uma “casa móvel” introduz uma dinâmica logística que, até o momento, era restrita a produções cinematográficas e a projetos de realidade aumentada. Além disso, a interatividade em tempo real via aplicativo móvel alinha‑se com práticas de engajamento adotadas por plataformas de streaming, buscando maximizar o tempo de tela do usuário. Do ponto de vista econômico, a expectativa de receita publicitária superior a R$ 12 milhões por trimestre justifica o investimento considerável em tecnologia de IA e infraestrutura móvel. Contudo, tais projeções devem ser analisadas com cautela, pois implicam custos operacionais elevados relacionados à manutenção de equipamentos de transmissão em múltiplas localidades. No âmbito regulatório, o Conselho Nacional de Justiça tem demonstrado preocupação legítima com a privacidade dos dados, sobretudo em virtude da coleta contínua de informações sensoriais e comportamentais dos participantes. É imprescindível que a Record estabeleça um termo de consentimento robusto, conforme preconizado por normas internacionais de proteção de dados, para mitigar riscos de litígios futuros. Por outro lado, a parceria estratégica com a Disney pode proporcionar acesso a expertise em produção de conteúdo global, o que potencializa a qualidade técnica do projeto. Ademais, a presença de Boninho, reconhecido por seu histórico de sucessos no gênero, adiciona credibilidade ao empreendimento e pode influenciar positivamente a aceitação do público. Em síntese, a convergência de inovação tecnológica, expertise criativa e apoio institucional configura um cenário propício ao sucesso do reality, desde que as vulnerabilidades identificadas sejam geridas de forma diligente. Assim, recomenda‑se aos investidores e analistas de mídia que acompanhem de perto a evolução do projeto, avaliando continuamente indicadores de audiência, satisfação do consumidor e conformidade regulatória.

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